PLANTE REFÚGIO

A cada safra, reserve pelo menos 10% de sua área a ser cultivada para plantar milho não Bt de mesmo ciclo e porte do milho Bt. A utilização da tecnologia VT PRO3® requer a adoção de boas práticas agrícolas para otimizar sua eficiência contra as pragas-alvo ao longo do tempo. Recomendamos a adoção de refúgio e o manejo integrado de pragas.

ESCOLHA A MELHOR CONFIGURAÇÃO PARA A SUA PROPRIEDADE

A área de refúgio pode ser elaborada seguindo diversas configurações.
O objetivo é proteger a tecnologia Bt sem prejudicar o seu negócio.

BLOCO

Plante uma área de refúgio na forma de um bloco de milho convencional adjacente à área de milho Bt.

PERÍMETRO

Plante uma área de refúgio na forma do perímetro ou 4 a 6 linhas do campo de milho Bt.

EM CONJUNTO COM OUTRA CULTURA

Plante uma área de refúgio de milho convencional até 800 m da área de milho Bt.

FAIXAS

Plante uma área de refúgio de 4 a 6 linhas de milho convencional dentro da área de milho Bt.

PIVÔ CENTRAL

Plante o refúgio na proporção recomendada pela empresa produtora da semente dentro da área irrigada.
Refúgio
Milho Bt
Outra cultura

BOAS PRÁTICAS AGRONÔMICAS

1. DESSECAÇÃO ANTECIPADA COM MONITORAMENTO E MANEJO DE PRAGAS RESIDENTES NA PALHADA

A Dessecação Antecipada da cobertura vegetal tem como objetivo disponibilizar palhada seca sobre o solo, promovendo a sua proteção e facilitando a operação de plantio. O momento ideal das aplicações de herbicida pode variar de acordo com as condições climáticas e o sistema de plantio utilizado.

2. TRATAMENTO DE SEMENTES

O Tratamento de Sementes é uma prática que tem como finalidade o controle de pragas subterrâneas e do início da cultura, período de grande suscetibilidade às pragas.

3. PLANTE REFÚGIO ADEQUADAMENTE

Áreas de Refúgio são áreas da cultura que não possuem a tecnologia Bt. Servem como fornecedoras de insetos suscetíveis que irão se acasalar com os insetos resistentes oriundos da área Bt. O resultado desse cruzamento serão insetos suscetíveis e, portanto, controlados pela tecnologia Bt. Desta forma, a suscetibilidade poderá ser transmitida às gerações futuras, garantindo a sustentabilidade da eficácia de controle.

4. MANEJO DE PLANTAS DANINHAS

Algumas plantas daninhas podem ser importantes hospedeiras para insetos pragas das culturas subsequentes, permitindo que uma quantidade significativa de insetos sobreviva nas áreas de cultivo no período de entressafra. Além disso, ervas daninhas podem ser fonte de lagartas em ínstares mais avançados, as quais apresentam maior dificuldade de controle pelas tecnologias Bt.

5. MONITORAMENTO DA CULTURA DE MILHO EM TODOS OS ESTÁGIOS DE DESENVOLVIMENTO

Recomendação: aplicação de inseticida quando 20% da área estiver com danos maiores ou iguais a 3 (Escala Davis)
O Monitoramento de Pragas na lavoura é fundamental na tomada de decisão. Essa prática identifica a situação das pragas na cultura, avalia os danos e prejuízos que podem estar ocorrendo e define o momento da aplicação de inseticida.

Clique aqui e veja o Manual de Identificação de Lagartas Pragas do Milho. (versão completa) (versão de bolso)

6. ROTAÇÃO DE CULTURAS E MANEJO DE PLANTAS VOLUNTÁRIAS

A Rotação de Culturas consiste em alternar o plantio de diferentes espécies de culturas na mesma área agrícola. A escolha das espécies para este processo deve levar em consideração fatores econômicos, pragas, doenças, adubação, entre outros.