A Diabrotica speciosa, também conhecida como larva-alfinete, é uma larva do besouro vulgarmente conhecido como vaquinha, que perfura os tubérculos da batata e deixa marcas puntiformes, semelhantes às de uma perfuração com alfinetes.

As fases imaturas desta praga são encontradas no solo. Seus ovos são colocados na base da planta, próximo às raízes. Desses ovos nascem as larvas, que são cilíndricas. Quando completamente desenvolvidas, atingem 12 mm de comprimento e 1 mm de diâmetro. São esbranquiçadas, e sua cabeça e o ápice do abdome têm coloração preta. Alimentam-se da região da raiz e podem atingir o ponto de crescimento matando as plantas recém-germinadas. Com o crescimento da planta e também das larvas, é comum o ataque à raiz adventícia, prejudicando o desenvolvimento normal da planta, que se apresenta recurvada – sintoma conhecido como “pescoço de ganso”.

Entre as culturas graníferas, é na do milho que a larva-alfinete tem maior importância, pelos danos que causa e pela ampla distribuição geográfica. Pode-se encontrar mais de uma dezena de larvas junto ao sistema radicular, destruindo as raízes e deixando a planta debilitada, com sintomas de deficiência nutricional e mais suscetível a estiagens e a acamamento. Normalmente, os danos são mais intensos entre quatro e seis semanas após a emergência das plântulas de milho.

O adulto tem coloração verde-amarela, sendo por isso denominado vaquinha-verde-amarela ou patriota. Mede cerca de 6 milímetros de comprimento e se alimenta de folhas de diferentes culturas. No milho, seus danos às vezes são confundidos com os ocasionados pela lagarta-do-cartucho, quando raspam as folhas.

Fonte: Embrapa

BOAS PRÁTICAS AGRONÔMICAS



COM VÁRIOS CICLOS DE DESENVOLVIMENTO POR ANO,
QUE DURAM ENTRE 2 E 3 MESES...